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,27/07/2026

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Yuri Moreira

O mercado imobiliário em Gandu deu um salto, e encontrar um terreno hoje virou novela

Yuri Moreira
O mercado imobiliário em Gandu deu um salto, e encontrar um terreno hoje virou novela Foto do Centro de Gandu - Por Yuri Moreira

Quem vive em Gandu e acompanha o dia a dia da cidade já percebeu: o nosso mercado imobiliário tá um verdadeiro sufoco. Se você tentou procurar um terreno pra comprar nos últimos tempos, sabe bem do que eu tô falando. A cidade cresceu, o espaço encurtou e os preços foram parar lá no alto.

Se o seu sonho é conseguir um canto no Centro, pode ir preparando o bolso e haja paciência. Encontrar um lote vago no coração da cidade é quase um milagre. O que a gente mais vê por ali são casas antigas, bem desgastadas pelo tempo, ou imóveis travados na justiça por causa de inventário de família. E a conta é salgada: pra comprar uma casa velhinha no Centro que na prática você vai ter que derrubar pra usar só o chão , não vá pensando em gastar menos de R$ 300 mil. É pagar caro por um terreno e ainda levar o entulho de brinde.

E se você acha que saindo do Centro a situação alivia, ledo engano. A pressão chegou com força nos bairros tradicionais. Polivalente, Eliseu Leal, Emília Costa, Jardim Gandu e Birreiro estão na mesma pegada. No Teotônio Calheira, por exemplo, achar um lote pra construir virou raridade.

Sinto isso na pele. Há pouco tempo, vendi um imóvel da minha família no final do Eliseu Leal. A propriedade foi praticamente como terreno e, vou te confessar, vendi por um preço que nem eu mesmo acreditei. Isso mostra o tamanho da sede do mercado por espaço.

A consequência disso é clara: a cidade tá tendo que se espalhar. A grande rota de expansão hoje é pro lado do bairro João Assis, caminhando em direção à BR-101, ali na altura do Posto da PRF. Só que a especulação já chegou lá também. Por aqueles lados, um terreninho padrão de 5x15 metros não sai por menos de R$ 40 mil. É verdade que o bairro ainda carece de muita infraestrutura básica, mas com a chegada da Escola de Tempo Integral, do Centro Administrativo e do Novo Hospital, a tendência é que aquela região valorize ainda mais rápido.

Para o Centro, não tem mágica: a única saída é crescer pra cima. Essa verticalização começou devagar lá nos anos 90, com o famoso prédio de Zé Melhor, que passou anos parado, mas agora foi retomado e tudo indica que finalmente será concluído. Além dele, a gente já vê novas estruturas subindo, como o prédio na Praça São José.

Essa onda de prédios residenciais e comerciais vai acabar se espalhando por todos os bairros que cercam o Centro. E pra quem quer a oportunidade de comprar um terreno por um valor que caiba no bolso, a realidade é uma só: pode ir se acostumando com a ideia de morar cada vez mais longe do Centro.



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