Prefeito de cidade do baixo sul é alvo do TCM por contratações temporárias sem seleção pública
O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) abriu um processo para apurar a contratação de 780 servidores temporários realizada pela Prefeitura de Ibirapitanga, no primeiro trimestre deste ano. A medida envolve a gestão do prefeito Jé Assunção (Avante).
De acordo com o TCM-BA, a Diretoria de Controle de Atos de Pessoal identificou que as admissões foram feitas sem a realização de um processo seletivo simplificado ou qualquer outro procedimento público para escolha dos candidatos.
Para o Tribunal, a falta de um edital e de critérios de seleção pode contrariar a Constituição Federal e normas que regulamentam as contratações temporárias no serviço público.
Ao apresentar sua defesa inicial, o prefeito informou que as contratações foram autorizadas por lei municipal e ocorreram devido à necessidade urgente de reforçar os serviços de saúde e educação, incluindo a implantação de escolas em tempo integral e o atendimento a crianças com deficiência. O gestor também afirmou que a prefeitura já está realizando dois concursos públicos para preencher cargos efetivos.
O relator do caso, conselheiro Paulo Rangel, determinou que a Prefeitura não faça novas contratações temporárias sem a realização do processo seletivo simplificado exigido pela legislação.
Apesar da decisão, os 780 contratos já firmados continuarão em vigor até que o processo seja julgado. Segundo o TCM-BA, a manutenção das contratações evita prejuízos à continuidade de serviços considerados essenciais, principalmente na área da educação.
O prefeito foi notificado pelo Tribunal e terá 20 dias corridos para apresentar sua defesa completa antes da decisão final do processo.


