Moradores e frequentadores do Pratigi criticam nova taxa de R$ 200 e pedem revisão da medida
A criação da Tarifa por Uso do Patrimônio de Ituberá (TUPI), no valor de R$200 por visitante, continua gerando forte repercussão entre moradores, comerciantes e frequentadores do Pratigi, em Ituberá, no Baixo Sul da Bahia. A cobrança, anunciada pela Prefeitura e prevista para ser aplicada durante o período do festival Universo Paralello, entre os dias 27 de dezembro de 2026 e 4 de janeiro de 2027, tem sido alvo de críticas e de um abaixo-assinado que pede a revisão da medida.
Segundo a Prefeitura, os recursos serão destinados à preservação ambiental, manutenção da Praia de Pratigi e melhorias na infraestrutura.
A medida, no entanto, tem gerado críticas de moradores e frequentadores, que consideram o valor elevado em comparação com outras taxas de preservação cobradas no Brasil. Nas redes sociais, participantes do movimento afirmam que não são contra a cobrança de uma tarifa, mas defendem um valor mais acessível e questionam a falta de diálogo com a comunidade.
Os críticos também argumentam que a taxa pode reduzir os gastos dos visitantes no comércio local e afetar a atratividade turística da região. Visitantes afirmam que os R$200 representam um custo que poderia ser investido em serviços e estabelecimentos do município.
O Universo Paralello costuma reunir entre 20 mil e 30 mil pessoas por edição, o que pode gerar uma arrecadação entre R$4 milhões e R$6 milhões com a nova tarifa. Em meio à repercussão, a organização do festival informou que poderá transferir o evento para outro local caso a cobrança seja mantida.
A Prefeitura de Ituberá reafirma que a TUPI tem como objetivo financiar ações de preservação ambiental e melhorias na infraestrutura da Praia de Pratigi. O espaço segue aberto para manifestações do município.


