Áudio completo entre Vanuza Barroso e funcionária da Biofábrica traz novos detalhes, mostrando oferta de ajuda pós demissão
O Informe 73 teve acesso à conversa completa entre Vanuza Barroso, presidente da Associação Nacional do Cacau (ANPC), e uma funcionária da Biofábrica da Bahia. Pedimos desculpas aos leitores e às partes citadas pela publicação anterior resumida da conversa, divulgada antes do acesso à íntegra do material. O vazamento ocorreu nesta quarta-feira (27), e o diálogo aconteceu antes da publicação da denúncia nas redes sociais de Vanuza.
Na conversa, a funcionária demonstra preocupação com possíveis consequências após o caso ganhar repercussão. Vanuza afirma que não pretendia prejudicá-la e oferece ajuda para que ela possa recomeçar a vida em Minas Gerais, com apoio financeiro de R$ 5 mil mensais até dezembro, período em que conseguiria um novo emprego, pois ela demonstrou medo de perder a vida, devido ao vídeo.
Vanuza diz que precisa defender o setor do cacau e que recebeu denúncias de que a Biofábrica estaria com o vírus mosaico em mudas de cacau. O caso foi encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF) para investigação, que já está sendo feita pela Policia Federal (PF).
Ela relata que Vanuza entrou na área de biossegurança após acreditar que se tratava de alguém da Ceplac. Afirma ainda que comentou sobre a presença do vírus no local, mas recuou ao perceber que estava sendo gravada.
Durante a conversa, Vanuza afirma que tentou conseguir autorização para recolher amostras das mudas e encaminhá-las para análise em laboratório especializado, mas não obteve resposta da Biofábrica. Já a funcionária diz que foi pega de surpresa e ficou sem saber como reagir.
A funcionária recusou a proposta e afirma que pretende seguir a vida por conta própria e que não deseja testemunhar contra a Biofábrica, alegando que já teria prejudicado a empresa. Vanuza responde que ainda assim estaria disposta a ajudá-la, temendo que ela ficasse desempregada.
Também foi citado na ligação que havia suspeita de contaminação das mudas há cerca de um ano, que a funcionária poderia ser ouvida pela Polícia Federal e pelo MPF durante as investigações.
A conversa termina com Vanuza reforçando a oferta de ajuda e sugerindo um encontro pessoalmente, o que foi recusado pela funcionária.
Ouça a conversa completa a baixo.








