Ministério Público trava show de Pablo no São João
Ministério Público aponta cachê 31% acima da média e dá ultimato de cinco dias para prefeitura cancelar contrato de 700 mil reais com o Rei da Sofrência.
O Ministério Público da Bahia expediu uma recomendação nesta quinta-feira exigindo a suspensão imediata do contrato para a apresentação do cantor Pablo no São João de 2026. A medida foi tomada após a promotoria identificar indícios de superfaturamento no cachê do artista, que foi fixado em 700 mil reais. Segundo as investigações coordenadas pela promotora Maria Imaculada Jued Moysés Paloschi, esse valor está cerca de 31% acima da média histórica registrada para o cantor no Painel de Transparência dos Festejos Juninos do estado.
O órgão fiscalizador determinou que o show seja interrompido até que as apurações sobre os valores sejam concluídas, apontando que o montante foge aos padrões praticados no mercado baiano. Essa intervenção direta do Ministério Público atinge a organização das festas juninas no município de Itarantim, onde a gestão local agora precisa apresentar justificativas técnicas detalhadas para o gasto elevado com a atração.
Além do questionamento sobre o preço pago pelo show do Rei da Sofrência em Itarantim, a prefeitura local terá que provar que o município não está enfrentando atrasos no pagamento de servidores ou situação de calamidade pública. A administração da cidade recebeu um prazo de cinco dias úteis para responder se cumprirá a ordem de suspender o contrato ou se tentará manter a apresentação de Pablo sob o risco de enfrentar medidas judiciais mais severas.










